Assim como no Brasil, Sífilis também cresce em Concórdia

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segunda-feira, 12 dezembro 2016 242 Views 0 Comments
Assim como no Brasil, Sífilis também cresce em Concórdia
Quase que silenciosamente, o Brasil vem vivendo uma epidemia de Sífilis, doença sexualmente transmissível, nos últimos meses. Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que os casos da doença, em adultos, aumentaram 32,7% no Brasil no período de 2014 a 2015. Ano a ano, este crescimento se verifica também em Concórdia, onde a campanha anual já é intensificada. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, o ano de 2016, de janeiro a novembro, já tem mais casos do que todos os meses do ano anterior.
As informações são da Diretora de Saúde de Concórdia, Maria Cristina Berta. Segundo ela, nos doze meses de 2015 foram 68 casos. Já em 2016, até novembro, o número já chega a 70. Neste ano, foram diagnosticados 55 adultos, nove gestantes e seis crianças – que são infectadas durante gestação. Apesar do crescimento total, os casos na modalidade de gestantes e crianças diminuiu neste ano, enquanto que em adultos de um grande salto em relação ao ano passado.
Nos dados nacionais, entre gestantes, o crescimento foi de 20,9%, enquanto as infecções por sífilis congênita (transmitida pela mãe ao bebê) subiram 19% no mesmo período. Em 2015, Santa Catarina registrou uma taxa de 58 casos a cada 100 mil habitantes contra 42,7 em todo o Brasil. O índice estadual, que pode ser maior se levada em consideração a subnotificação da rede privada, que não é obrigada a contabilizar, é o quinto mais grave do Brasil e o segundo pior da região Sul.
Esse crescimento silencioso que está se tornando epidêmio tem uma explicação. A diretora explica que por muitos anos, se esqueceu da Sífilis em função da Aids, que dominou a atenção de toda área médica pela sua gravidade e falta de cura. “A sífilis foi uma doença esquecida. Deu-se muita importância à Aids e por conta disso o número de casos cresceu em todo o país, em Santa Catarina e também em Concórdia” diz ela.
A campanha, no município, é feita anualmente. Mas agora, com a constatação assustadora do aumento de casos, ela está sendo intensificada. Preocupado com os dados, o município alerta para a importância em realizar exames, que são os testes rápidos, feitos em unidades de saúde e também em laboratórios. “As pessoas devem procurar uma unidade próxima de suas casas. O exame é feito através de coleta de sangue”, chama a atenção a diretora.
A doença tem várias fases. Na primária, ela se manifesta três semanas após o contágio. Em alguns casos, aparecem feridas nos órgãos genitais. “Na sífilis secundária, são várias as formas de manifestação. Principalmente manchas vermelhas na pele, na boca. Algumas pessoas sentem dor de cabeça, dor muscular, de garanta e mal estar geral, até febre”, comenta a diretora. Já na terceira fase, os sintomas são mais graves: lesões na pele, dor de cabeça constante, vômito, convulsões e perda auditiva.
Uma das fases é a sífilis congênita, e é uma das que mais gera preocupação à área de saúde. Segundo Maria Cristina, é nesta etapa que o bebê acaba sendo infectado ainda durante a gestação. “Por isso é importante que a mulher grávida faça exames no início e no fim da gravidez”, alerta ela. O tratamento da doença é feito com a penicilina. E pode se desenvolver em forma grave. Quanto maior for a demora, mais consequências a doença deixará no seu portador. “Se ela (a doença) não for tratada, de fato ela pode levar a problemas mentais. Além disso, pode afetar ainda o cérebro, o coração e até os olhos”, diz.
2015 2016
Adultos – 40 Adultos – 55
Gestantes – 17 Gestantes – 9
Crianças – 11 Crianças – 6
Total – 68 Total – 70

Fonte: Rádio Rural

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