DST: Brasil enfrenta epidemia de sífilis, diz pesquisa

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segunda-feira, 14 novembro 2016 308 Views 0 Comments
DST: Brasil enfrenta epidemia de sífilis, diz pesquisa

A Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), infecciosa e transmitida pela bactéria treponema pallidum. Sua transmissão pode ocorrer por duas vias, a sexual e a hereditária, no caso da mulher estar grávida. Segundo dados recentes do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos foram diagnosticados aproximadamente 230 mil novos casos de sífilis no país, outro dado alarmante é o número de bebês mortos em decorrência da Sífilis, dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2011 e 2013, 419 bebês com menos de um ano morreram em decorrência da sífilis transmitida pela mãe.

Um dos indicadores desse aumento dos números de atingidos é o descuido com os métodos de prevenção, esse ainda é o único mecanismo seguro para evitar a doença. Fernando Romero, infectologista do Hapvida, explica que existe uma tendência entre as populações de diminuir o uso de preservativos por acreditar que as doenças sexualmente transmissíveis não vão atingi-los. Isso leva a encontros íntimos desprotegidos e disseminação de outras DSTs, não só de sífilis, como até o HIV, por exemplo.

Apesar da epidemia, a Sífilis é uma doença tratável, é possível reconhecê-la através dos sintomas que podem ser lesões ulceradas na região genital e na boca, manchas avermelhadas pelo corpo e, na fase mais grave, a bactéria permanece dentro do organismo sem manifestar sintomas, entretanto, pode causar meningite ou problemas na artéria aorta, levando a graves problemas cardiovasculares. O especialista esclarece sobre as formas de tratamento.

“O tratamento mais eficaz para sífilis é a penicilina na sua forma cristalina, procaína ou benzatina, outros tipos de tratamento não apresentam eficácia comprovada. A sífilis é uma doença silenciosa que depois de 10 a 15 anos pode levar à morte por comprometimento grave de órgãos, meningite, aortite, dentre outros”, ressalta Fernando Romero.

É importante que as gestantes estejam atentas às formas de prevenção para tomar as devidas medidas em caso de resultado positivo para a doença. “As grávidas têm que realizar o teste para sífilis durante o planejamento da gestação, assim como durante o pré-natal. Se apresentarem um resultado positivo é preciso iniciar o tratamento imediatamente e convocar os parceiros sexuais para se tratar de forma concomitante. Dessa forma se evita novas infecções”, informa o infectologista.

Ainda sobre os cuidados que as grávidas devem ter para não transmitir a doença para o bebê, o médico destaca que “o tratamento ideal para o bebê é o uso de penicilina cristalina. Se eles não forem tratados de forma adequada podem ter sequelas tais como retardo de crescimento, microcefalia, calcificações cerebrais, alterações ósseas e auditivas. Casos mais graves podem levar à morte”, elucida.

Fonte: D Comunicação Estratégica

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